quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dia 4 - Manuel Lemos - Políticas Sociais: respostas urgentes e sustentadas


O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, vem nos dar uma aula completa sobre políticas sociais, tema sugerido pela Dr. Manuela Ferreira Leite.

Compromisso entre a sociedade e a democracia era resolver os grandes flagelos: fome, mortalidade, doença e a guerra. O Estado e a sociedade reuniram-se e deram respostas a cada problema. Quando estes problemas tiveram solução depois da II Guerra Mundial, entramos num período de paz sólida, muito em graças à EU.

Tornou-se então verdade que os Estados não conseguiam satisfazer as necessidades das populações na sua totalidade. Custa muito pagar este Estado Social do pós-guerra.
O crescimento de Portugal foi metade do crescimento da União Europeia. O Estado Social terá contribuído para estes problemas.

- Envelhecimento da população
- Redução da natalidade
- Multiplicidade de culturas
- Autonomia das mulheres
- Desagregação das famílias

Estas questões mudaram tudo, desde o consumo aos serviços do Estado. Começou-se a pensar na falência do Estado Providencia porque seria impossível centralizar todas as funções no Estado. Passou-se então para a sociedade providência.
Nascimento das Misericórdias como exemplo das instituições da sociedade que prestam e regulam equilíbrios sociais. Constituíram a primeira rede mundial social. e tudo isto acontece antes do Estado, no século XV.
Lisboa é o sitio que por haver mais gente, se envelhece mais.

As Misericórdias não se substituem ao Estado.

Pobreza

Dificuldades:
“Olhar miserabilista que tende a dignificar a pobreza”
Dificuldades no acesso as respostas sociais

“Não vale de nada dizermos que temos grandes respostas sociais se depois as pessoas não conseguem ter acesso a essas respostas sociais”
10% da população portuguesa vive com menos de 1o euros por dia.
O que está em causa é sobretudo o nosso modelo de desenvolvimento.
“Quando foram criadas as Misericórdias, eram chamadas Casas de Misericórdias. Quem lhes chamou santas foi o povo porque disse que pelo que elas faziam deviam ser santas”

Reconhecer a Economia Social como criadora de riqueza, emprego sustentado e desenvolvimento das comunidades.

Valores de cidadania, qualidade de vida e felicidade

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