quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dia 3 - Falar Claro - Dr. Carlos Coelho e Dr. Rodrigo Moita de Deus

O dia nasceu na Universidade de Verão com uma palestra administrada por Carlos Coelho e Rodrigo Moita de Deus, altamente interactiva e útil na nossa vida futura. Vejamos alguns truques para Falar Claro.

A comunicação é a peça chave entre os eleitores e os políticos antes das eleições, durante os mandatos e a posteriori como justificação.

Comunicar é também ouvir

Sintonia de onda entre emissor e receptor, transportar toda uma assembleia para a asua mensagem.
Um chinês que só fale chinês não se conseguiria sintonizar à UV porque não conseguiria passar emoções.

Receptor

Um peixe tem uma memória de 3 segundo, temos de encarar os eleitores desta forma
O eleitorado funciona como um rebanho

Os eleitores não têm normalmente politica na cabeça

Técnicas de passar a mensagem

- Queremos que seja lembrado a informação passada durante a janela de conversação durante 2 segundo. (Keep it simple and Stupid – KISS)

Os políticos não podem falar caro e de forma rebuscada.

Meio - Temos de adaptar a mensagem ao target de cada meio
Blogues, rádio, televisão, etc

- As frases chavão que o povo diz, preconceitos que vão passando de boca em boca – BUZZ

- Frases que resume uma política inteira e que marca uma pessoa “o país está de tanga”, “vou andar por aí”. – Sound Bite

- Originalidade. Quando se muda de Skip para Novo Skip, as vendas do detergente aumentam 10%

- Existem palavras boas e palavras más num politico. Têm de soar bem e levarmo-nos para bons preconceitos e para boas imagens

Escrever Claro

- A estrutura do texto depende do que queremos
Ex: escrever para os jornalistas

No fim deve estar o mais suculento quando queremos fazer um comunicado
Num press release deve estar o melhor no inicio para ser mais fácil e mais obvio fazer a noticia.
Numa convocatória deve estar toda informação essencial e deve ser conferida

Também comemos com os olhos e por isso deve ser bem apresentado

Contactos com a comunicação social

Não convocar os jornalistas sem razão porque eles nunca mais apareceram
Ver as datas de lançamento dos jornais regionais
Tamanho da sala
Atenção à luz
Atenção ao decor (não podemos aparecer com uma parede branca por trás)

Conferência de imprensa: estamos a falar com os cidadãos e não com os jornalistas. Não devemos dar aos jornalistas aquilo que eles querem ouvir. Temos de ser calmos e não podemos dar o braço a torcer quando nos fazem perguntas incomodas. Temos de escolher um sound bite.
Temos de adequar a informação a cada meio de comunicação
Ex: pausa para causar suspense, mas na rádio isso não funciona

Cativar a população e a comunicação social

Fazer um “número” engraçado (um evento – Camelo na Margem Sul)
Fazer um soundbite
Uma imagem chocante

Excessos de criatividade são um problema
- Fotos do José Cid nu com um LP
- Cornos do Manuel Pinho

A política já não se faz no Parlamento


Faz-se na televisão, nos "talkshows". O programa "Daily Show" de John Stewart é um meio de informação e a única ponte de contacto para muitos jovens americanos com a política. É por isso que os presidentes e candidatos americanos querem ser entrevistados por ele.

O Público é um jornal importante, mas as tiragens em papel é muito inferior à edição na internet. A mensagem para ser ouvida deve ser posta na internet.

A TVI tem 81800 espectadores e o Sapo tem 996000 entradas.

Os consumidores passam mais tempo no computador do que na televisão

A internet tem de ser um meio bem usado: os vídeos do Youtube não podem ser grandes

Conversas de café, números mediáticos, são forma de começar uma campanha

Falar em público


- Ter medo é normal e um antídoto contra o excesso de confiança. Não se pode ter vaidade

- Não atrair os abutres

- Encarar a audiência (deve-se olhar no sentido na audiência mas pode-se não olhar directamente para ela – ilusão de óptica)

- Não começar a falar sem definir o objecto

- Responde ao que se pede e colocar outros problemas em cima da mesa e questionar a credibilidade de quem questiona quando nos é pedido um esclarecimento (contra ataque).
- Não ignorar a audiência, é melhor olhar para a cara das pessoas. Não se fala "para", fala-se "com".- Ter cuidado com os escapes para o nervosismo e os discursos vêem-se e temos de os representar

- Temos de falar sobre aquilo que sentimos e acreditamos porque os discursos são mais sentidos pela população que tem essa sensibilidade para aperceber quando estamos a mentir. Temos de ganhar a simpatia do público

- Não se chato e ser eficaz, sem palavras rebuscadas- Nunca decorar um discurso porque se nos esquecemos, podemos perder a noção e não conseguir retomar.

- Nunca descurar as defesas

- Quando não se sabe, respondemos que não se sabe para não cair no ridículo

- Atacar com firmeza, protegendo a retaguarda

"A confirmarem-se os rumores que correm", "a confirmarem-se os rumores", "até prova em contrário"

- Nunca atacar com maldade, dosear a agressividade: quando somos atacados reagimos com indignação e deixamos o agressor envergonhado; nunca fazer ataques pessoais


- Usar a ironia quando queremos atacar

- Nunca aceitar sermos descriminados sem reagir

- O sangue frio valoriza a reacção e impede o disparate

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