domingo, 30 de agosto de 2009

Pergunta a...Pedro Rodrigues!

A UV 2009 tem um sistema de perguntas aos convidados da iniciativa no qual estes respondem à inumeras perguntas feitas pelos alunos que são publicadas na Internet e no JUV. Fica aqui uma pergunta ao Pedro Rodrigues, Presidente da JSD e a sua resposta:

Antes de sermos da JSD, somos jovens das nossas terras e aí temos de dar o exemplo político e moral, na sociedade que nos formou e da qual temos orgulho em fazer parte. O que pode fazer um jovem do século XXI pela sua terra e o que pode fazer a JSD pela Juventude Local?

O nosso primeiro compromisso é sempre com o nosso país e com a juventude portuguesa. Mais importante do que a JSD ou o PSD, para nós, é a defesa dos interesses, dos anseios e das ambições da juventude portuguesa.

Ora, o primeiro momento de afirmação desse principio é obviamente junto dos órgãos autárquicos. O trabalho nas assembleias de freguesia, nas assembleias municipais, ou nos executivos é extremamente nobre e é o primeiro momento de defesa dos jovens.

Defendo por isso que os jovens que sentem apetência pelo serviço público devem empenhar-se no exercício de mandatos autárquicos. O exercício desses mandatos deve ser sempre orientado para a definição de politicas orientadas para a juventude. Promovendo condições para que estes se fixem nas suas terras. Que possam aceder a bens culturais e desportivos. Que possam aceder a habitação própria.

sábado, 29 de agosto de 2009

Social-democracia no século XXI - Marcelo Rebelo de Sousa


Esta apresentação do Professor Marcelo Rebelo de Sousa começou com uma emotiva homenagem ao Reitor Carlos Coelho que pôs todos em lágrimas com a fantástica dedicação do grande herói da juventude social-democrata que, no que poderia ser uma desinteressante semana de Agosto, torna numa das semanas mais marcantes das nossas vidas.

Segue-se uma análise conjuntural

Programa eleitoral do PSD


Programa inclusivo
Programa para duas eleições e não apenas para uma. É transversal e integra a visão legislativa, num contexto de minoria nos resultados que conduzirá a mais uma eleição dois anos depois.

Momento de crise, momento de ruptura

"O programa do PSD é inteligente e eficaz. Por três razões: Tem como prioridades as preocupações que arreliam os portugueses; nas políticas concretas, vai de encontro às aspirações de uma serie de sectores; é um programa para duas eleições, e nã...o apenas para uma. Para estas e para possíveis eleições daqui a dois anos."

Pina Moura comentou positivamente o programa do PSD.

O PSD vai ser Governo nas próximas eleições

Reformismo – humildade perante a mudança, procurar soluções para aquele momento o que não quer necessariamente dizer que haja uma relativização dos valores.

Respeitar a pessoa humana. A social-democracia é personalista. É preciso “aturar a pessoa humana”, mesmo quando as situações são as mais complicadas o respeito tem de estar acima de tudo. Temos de respeitar a diferença, os seus direitos e deveres e tê-los em conta em termos de valores. São direitos a todos os níveis e em todos os âmbitos da nossa vida.

As políticas baseadas no “real politique” não fazem sentido como os ditadores.
Personalista é defensor da paz. Tem presente a justiça social.


Máximo de direitos pessoais. Para conjugar os direitos é preciso ponderar e sacrificar alguns em detrimento de outros mais importantes

Liberdade política e participativa
- Novas tecnologias de comunicação, circulação e participação
Há novas exigência de participação
- É preciso haver integração social neste meio: idosos, deficientes, estrangeiros,

O mercado pode em determinas circunstâncias, de perfeição, pode dar vantagens económicas. Não e suficiente para garantir a justiça social num mercado de injustiças, clivagens que marcam os cidadão. É preciso completar a visão da autonomia pessoa com direitos de igualdade de oportunidade, direitos de correcção das desigualdades. É Distingue-se do liberalismo.

Sector Social
- Tem vindo a emergir apesar de ter raízes históricas me Portugal
Misericórdias e outras instituições de apoio social
Conjugação da iniciativa dos cidadãos
Provado social, social/social e estado social

Entrevir ou não entrevir

Não pode haver posições extremas. Depende dos sectores e da situação.
A nossa social-democracia não emergiu do marxismo porque foi importada de outros países onde isso aconteceu.

“esse ensaio peculiar que é o Bloco de Esquerda”

Evolução do CDS

Centralização do CDS mais tarde

O PSD teve o mérito de dar rosto à social-democracia em Portugal

- Social-liberal
- Social-cristã
- JSD

Nasce mais ao centro do que outras sociais democracia estrangeiras e baseia-se neste princípios por não ter uma base operaria revolucionaria.

Educação e formação
Difere as sociedades

Estratégia no estrangeiro
Desempenhamos um papel fundamental na lusofonia. Se não avançar-mos o Brasil avança porque tem mais condições

África

O espaço de manobra da estratégia nacional no estrangeiro será limitada se não nos afirmar-mos

Jovens

A idade de ser jovem mudou ao longo dos tempos. A distância entre as idades limites da JSD é abissal e isso é um problema. É difícil equacionar porque os estratos mais importantes são aqueles de baixa idade

“A jsd sempre a primeira a ver tudo e essa e a razão para que praticamente as outras juventudes partidárias não existem”

“As juventudes estão pensadas para o meio escolar e não para o meio laboral”

A realidade laboral da juventude é uma questão a ser introduzida

Redes sociais para ir ouvir as pessoas
As causas do poder local, as causas comunitárias locais

Diálogo inter-geracional

2 Clivagens: entre jovens e classe política; entre juventude e juventudes partidárias.

“Começar a mudar por baixo”
Cavaquismo durou porque houve uma renovação feita pela JSD

Desafios muito existentes, tanto mais existentes quando mais são as redes sociais

“No nosso país, os erros cometidos noutras vias abrem uma porta à social-democracia”

Inteligência, iniciativa, sentido de serviço, inovação, visão de futuro

Dia 6 UV 2009 - Simulação de Assembleia da República


O dia já vai longo no penúltimo dia da Universidade de Verão da JSD que teve inicio como costume às 10 da manhã como uma sessão de trabalhos especial, uma simulação da Assembleia da República com Governo, Oposição 1 e Oposição 2 em sistema rotativo entre os grupos. A avaliar e aconselhar as intervenções esteve o Reitor Carlos Coelho e o Dr. Agostinho Branquinho.

Os grupos estão a portar-se a altura e esta experiencia é uma hipótese de pormos os conhecimentos à prova e ganhar experiencia de intervenção.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Processo de Bolonha: sim ou não? Problemas e soluções - Sérgio dos Santos e Alberto Amaral

Processo de Bolonha: sim ou não? Problemas e soluções

Estamos neste momento numa palestra sobre o Processo de Bolonha com dois oradores com opiniões distintas e que nos vão expor os prós e os contras.

Sérgio Machado dos Santos

A organização pedagógica foi a área com menos finalização com a aplicação de Bolonha

Maio de 98 – a primeira discussão sobre o papel do ensino superior na formação de quadros e do cidadão. Sistematização dos principais problemas do ensino superior. Depois dessa iniciativa, passou a houver um grande entusiasmo pelo P.B.

Principais Problemas

- Ensino de elites para formação de quadros, sobretudo para além da licenciatura.
- Havia uma elevada taxa de reprovação.
- Cursos muito longos, sem saídas intermédias
- O mestrado funciona como mini doutoramentos.
- Havia percursos de estudos muito rígidos.
- Ênfase nos conteúdos cognitivos, ensino enciclopédico.
- Pouco relevo dado às competências pessoas e inter-pessoas, cada vez mais importantes nas novas profissões.
- Aulas pouco motivadoras para os alunos e fracas no ensino de competências sociais e pessoais.
- Isto levou a uma grande taxa de reprovações.

Reforçar as formações pós secundárias
Trazer para a praça pública a questão do ensino superior
Competitivas do ensino superior
Atracção de inteligência e de massa cinzenta com investigação, contribuindo para o desenvolvimento

Expectativas sobre o processo de Bolonha

- Oportunidade para encarar esses problemas,
- Reorganizar a oferta formativa entre os 3 níveis articulados,
- Objectivos de formação repensados (não se pode pensar como as antigas licenciaturas), Reorganizar a investigação articulando com o ensino,
- Organizar sistemas internos que garantissem a qualidade do ensino e avaliação
- Cruzamento de informação entre os países, troca de experiencias, créditos, diplomas, circulação

União europeia como uma sociedade do conhecimento, espaço europeu de comunicação

Princípio fundamental: nesses novos enquadramentos, o primeiro ciclo massificado devia ser algo que as instituições não deviam renunciar, não lutar contra isso, mas sim reorganizar as instituições para encarar e facilitar esta realidade. O primeiro ciclo de formação não podia continuar a ser elitista.

O processo é irreversível

Alberto Amaral

Visão mais negativa

Separação entre o pais político e país real

Problema de competitividade na Europa: salários mais altos, mão-de-obra mais cara
Problema do Estado providencia: gasto com a mão-de-obra
O mercado procura os locais mais baratos
Pressão sobre os salários e os benefícios sociais
Mundo globalizado e salva o estado providencia

Associação entre o ensino das mulheres e o ensino privado – adam smith.
Março de 2000 – estratégia de Lisboa

Com o conhecimento e formação, conseguiremos aumentar a produtividade
Entrada de cérebros

Empregabilidade é sobretudo uma responsabilidade pessoal, é diferente do conceito das antigas licenciaturas de emprego

Uma pessoa tem um beneficio por parte do estado, licenciatura, e depois é obrigação dos indivíduos continuar-se a formar para se manter empregado

Aluno – era necessário impedir que se criasse um ranking de instituições. Mas o 1º ciclo não pode ser tudo igual, tem de ser uma estrutura estratificada

Jovens Rumo Ao Interior!




O projecto Jovens Rumo ao Interior teve início com um desafio lançado pela Universidade de Verão da JSD aos grupos de trabalho para criarem uma proposta para o programa eleitoral da JSD, baseado numa das causas do síto Novo Portugal.


Essas propostas deveriam ser apresentadas em vídeo, cujo conceito seria criado por nós, bem como a realização e a produção. A originalidade, o equilibrio, a mensagem e a qualidade foram avaliados e os comentários do juri foram prestigiantes para todos os grupos. Com parcos meios de filmagem, cenários improvisádos e, na maioria dos casos, sem experiencia de montagem, conseguimos o que muitas pessoas pagam para ter. Estamos todos de parabéns!


Grupo Amarelo


Grupo Azul


Grupo Beje


Grupo Castanho


Grupo Cinzento


Grupo Laranja


Grupo Rosa


Grupo Roxo


Grupo Verde


Dia 4 UV09 - José Macário Correia - Melhor ambiente: cidades sustentáveis


Já o sol vai no alto na Universidade de Verão da JSD, após uma longa noite de convívio que teve inicio com a Gala do Boneco, concurso que pretende avaliar a criatividade dos participantes na decoração e elaboração da história de vida do boneco representante do seu grupo. Estivemos todos, sem dúvida, à altura do desafios que visa sobretudo criar uma sessão mais informal de trabalhos, desta vez também acompanhada pelo Dr. Rui Rio, nosso convidado no jantar momentos antes.


Durante a tarde de ontem, tivemos oportunidade de visitar a bela terra que nos acolhe, aprendendo mais sobre a sua história, as suas motivações culturais e a diversidade e riqueza de património que a caracteriza. "A cultura cria emprego" é um lema das políticas culturais de Castelo Vide e que transformou a cidade num pólo religioso à escala mundial para o povo judaico.


Hoje trabalhos começaram, como sempre, às 10 horas em ponto e com um tema mais que pertinente. José Macário Correia, Presidente da Câmara Municipal de Tavira, está a apresentar boas práticas ambientais autárquicas, explanar os conceitos que devem nortear as políticas de gestão locais, a importância da visão integrada do ambiente e a razão de ter de se trabalhar para construir cidades sustentáveis. Iremos desenvolver esta intervenção ao longo da manhã.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Jovens portugueses rumo ao interior!


Não falamos em inglês técnico. Falamos em português para todos os jovens portugueses. Falamos de Coesão Territorial, de Emprego e Inovação. Queremos apostar na inovação e nas novas ideias cá dentro. Queremos crescer cá dentro, a pensar no interior.

O interior de Portugal espera por oportunidades e os jovens do interior esperam que o país lhes dê condições para sonhar mais alto cá dentro, em vez do obrigar a ir para fora.

Queremos que se crie emprego no interior e uma identidade que prenda emocionalmente e economicamente os jovens às suas terras natais.

O Grupo Encarnado irá apresentar uma proposta neste sentido hoje à tarde na Universidade de Verão 2009, mas queremos que todos participem connosco. Enviem-nos as vossas sugestões

grupoencarnadouv09@gmail.com
PARTICIPA!

Dia 4 - Manuel Lemos - Políticas Sociais: respostas urgentes e sustentadas


O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, vem nos dar uma aula completa sobre políticas sociais, tema sugerido pela Dr. Manuela Ferreira Leite.

Compromisso entre a sociedade e a democracia era resolver os grandes flagelos: fome, mortalidade, doença e a guerra. O Estado e a sociedade reuniram-se e deram respostas a cada problema. Quando estes problemas tiveram solução depois da II Guerra Mundial, entramos num período de paz sólida, muito em graças à EU.

Tornou-se então verdade que os Estados não conseguiam satisfazer as necessidades das populações na sua totalidade. Custa muito pagar este Estado Social do pós-guerra.
O crescimento de Portugal foi metade do crescimento da União Europeia. O Estado Social terá contribuído para estes problemas.

- Envelhecimento da população
- Redução da natalidade
- Multiplicidade de culturas
- Autonomia das mulheres
- Desagregação das famílias

Estas questões mudaram tudo, desde o consumo aos serviços do Estado. Começou-se a pensar na falência do Estado Providencia porque seria impossível centralizar todas as funções no Estado. Passou-se então para a sociedade providência.
Nascimento das Misericórdias como exemplo das instituições da sociedade que prestam e regulam equilíbrios sociais. Constituíram a primeira rede mundial social. e tudo isto acontece antes do Estado, no século XV.
Lisboa é o sitio que por haver mais gente, se envelhece mais.

As Misericórdias não se substituem ao Estado.

Pobreza

Dificuldades:
“Olhar miserabilista que tende a dignificar a pobreza”
Dificuldades no acesso as respostas sociais

“Não vale de nada dizermos que temos grandes respostas sociais se depois as pessoas não conseguem ter acesso a essas respostas sociais”
10% da população portuguesa vive com menos de 1o euros por dia.
O que está em causa é sobretudo o nosso modelo de desenvolvimento.
“Quando foram criadas as Misericórdias, eram chamadas Casas de Misericórdias. Quem lhes chamou santas foi o povo porque disse que pelo que elas faziam deviam ser santas”

Reconhecer a Economia Social como criadora de riqueza, emprego sustentado e desenvolvimento das comunidades.

Valores de cidadania, qualidade de vida e felicidade

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dr. Paulo Rangel – "O estado do Estado"

Já refeitos com o almoço, acompanhado por uma jornalista da Revista Sábado e um curto momento de pausa, começámos a sessão da tarde com o Dr. Paulo Rangel que nos veio dar uma frontal lição sobre o Estado, numa perspectiva exterior.

A queda do muro de Berlim criou uma ruptura na lógica de Estado, seguido de um momento de interregno, revolução constante só terminada com o 11 de Setembro de 2001. Este é o facto politicamente mais marcante da nossa era, desmascarando o estado dos nossos Estados com o ataque ao país supostamente mais forte. Apenas uma célula terrorista conseguiu atacar um Estado, uma organização sem o apoio de um Estado.

Passámos a ter uma guerra sem ser entre Estados, mas sim contra o terrorismo em termos gerais. Não existem motivações para criar Estados, mas sim uma ideologia religiosa.

É preciso saber em que mundo político nos mexemos pois nos enquadramos numa onda de mudança.

O Estado é uma forma histórica de organização que a própria história pretende que seja passageira, apenas uma fase na organização dos povos.

“A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política”. Existem diferenças entre o plano político, jurídico, ético. Maquiavel separa essas esferas e utiliza pela primeira vez o conceito de Estado moderno.

“O Estado é omnipresente e nunca ninguém o viu. É a construção dos Homens mais próxima de Deus”. É uma categoria que está próxima do divino.

Não há nenhum suporte físico do Estado; este não se personifica em ninguém porque o Estado é imortal. Não somos capazes de o destruir. Trabalhamos na política com conceitos do século XVII, XVIII, hoje a política está mudar.

Tal como a revolução francesa mudou o mundo, o 11 de Setembro foi o momento em que a consciências políticas tiveram noção que o Estado estava a morrer.
Já não é adequado à vida de hoje em dia.

Cândido, de Voltaire é um livro que permite enriquecer a vida dos políticos. É preciso sermos construtivos e aprendermos mais, sermos mais cultos para sermos melhores políticos e tomarmos melhores decisões.

Se um Governo não trabalhar num contexto de maioria absoluta, o presidente tem normalmente mais poder de forma a dar estabilidade ao Estado. Ao não estarmos numa época de maiorias absolutas, no Estado actual a tendência será para os presidentes ganharem importância politica.
A médio e longo prazo, fazendo uma profecia, o século XXI será o século dos tribunais porque é preciso recorrer à justiça para regular determinadas actividades e negociar entre dois actores de poder, novos actores de poder.

O sistema eleitoral deverá ser um sistema misto, combinando os grandes círculos eleitorais nacionais, regionais e quiçá locais. A decisão partidária actualmente é demasiado forte e se houvesse outro sistema, os partidos tinham de se preocupar mais com as qualidades individuais dos deputados. No entanto, os círculos uninominais, por si só, levam a que sejam eleitas muitas pessoas que não deveriam ser eleitas e com poder ao nível autárquico.

“Sou radicalmente contra que se deva estabelecer que uma pessoa acusada seja impedida de ser candidata. Vai contra a presunção de inocência. Essa pessoa pode, em consciência ter o bom senso de não ser candidata. A avalização deve se politica e não para-judicial.(...) São os custos de um Estado de Direito.”

"OPNI - Objecto Politico Não identificado", Jean Monet

Dia 3 - Falar Claro - Dr. Carlos Coelho e Dr. Rodrigo Moita de Deus

O dia nasceu na Universidade de Verão com uma palestra administrada por Carlos Coelho e Rodrigo Moita de Deus, altamente interactiva e útil na nossa vida futura. Vejamos alguns truques para Falar Claro.

A comunicação é a peça chave entre os eleitores e os políticos antes das eleições, durante os mandatos e a posteriori como justificação.

Comunicar é também ouvir

Sintonia de onda entre emissor e receptor, transportar toda uma assembleia para a asua mensagem.
Um chinês que só fale chinês não se conseguiria sintonizar à UV porque não conseguiria passar emoções.

Receptor

Um peixe tem uma memória de 3 segundo, temos de encarar os eleitores desta forma
O eleitorado funciona como um rebanho

Os eleitores não têm normalmente politica na cabeça

Técnicas de passar a mensagem

- Queremos que seja lembrado a informação passada durante a janela de conversação durante 2 segundo. (Keep it simple and Stupid – KISS)

Os políticos não podem falar caro e de forma rebuscada.

Meio - Temos de adaptar a mensagem ao target de cada meio
Blogues, rádio, televisão, etc

- As frases chavão que o povo diz, preconceitos que vão passando de boca em boca – BUZZ

- Frases que resume uma política inteira e que marca uma pessoa “o país está de tanga”, “vou andar por aí”. – Sound Bite

- Originalidade. Quando se muda de Skip para Novo Skip, as vendas do detergente aumentam 10%

- Existem palavras boas e palavras más num politico. Têm de soar bem e levarmo-nos para bons preconceitos e para boas imagens

Escrever Claro

- A estrutura do texto depende do que queremos
Ex: escrever para os jornalistas

No fim deve estar o mais suculento quando queremos fazer um comunicado
Num press release deve estar o melhor no inicio para ser mais fácil e mais obvio fazer a noticia.
Numa convocatória deve estar toda informação essencial e deve ser conferida

Também comemos com os olhos e por isso deve ser bem apresentado

Contactos com a comunicação social

Não convocar os jornalistas sem razão porque eles nunca mais apareceram
Ver as datas de lançamento dos jornais regionais
Tamanho da sala
Atenção à luz
Atenção ao decor (não podemos aparecer com uma parede branca por trás)

Conferência de imprensa: estamos a falar com os cidadãos e não com os jornalistas. Não devemos dar aos jornalistas aquilo que eles querem ouvir. Temos de ser calmos e não podemos dar o braço a torcer quando nos fazem perguntas incomodas. Temos de escolher um sound bite.
Temos de adequar a informação a cada meio de comunicação
Ex: pausa para causar suspense, mas na rádio isso não funciona

Cativar a população e a comunicação social

Fazer um “número” engraçado (um evento – Camelo na Margem Sul)
Fazer um soundbite
Uma imagem chocante

Excessos de criatividade são um problema
- Fotos do José Cid nu com um LP
- Cornos do Manuel Pinho

A política já não se faz no Parlamento


Faz-se na televisão, nos "talkshows". O programa "Daily Show" de John Stewart é um meio de informação e a única ponte de contacto para muitos jovens americanos com a política. É por isso que os presidentes e candidatos americanos querem ser entrevistados por ele.

O Público é um jornal importante, mas as tiragens em papel é muito inferior à edição na internet. A mensagem para ser ouvida deve ser posta na internet.

A TVI tem 81800 espectadores e o Sapo tem 996000 entradas.

Os consumidores passam mais tempo no computador do que na televisão

A internet tem de ser um meio bem usado: os vídeos do Youtube não podem ser grandes

Conversas de café, números mediáticos, são forma de começar uma campanha

Falar em público


- Ter medo é normal e um antídoto contra o excesso de confiança. Não se pode ter vaidade

- Não atrair os abutres

- Encarar a audiência (deve-se olhar no sentido na audiência mas pode-se não olhar directamente para ela – ilusão de óptica)

- Não começar a falar sem definir o objecto

- Responde ao que se pede e colocar outros problemas em cima da mesa e questionar a credibilidade de quem questiona quando nos é pedido um esclarecimento (contra ataque).
- Não ignorar a audiência, é melhor olhar para a cara das pessoas. Não se fala "para", fala-se "com".- Ter cuidado com os escapes para o nervosismo e os discursos vêem-se e temos de os representar

- Temos de falar sobre aquilo que sentimos e acreditamos porque os discursos são mais sentidos pela população que tem essa sensibilidade para aperceber quando estamos a mentir. Temos de ganhar a simpatia do público

- Não se chato e ser eficaz, sem palavras rebuscadas- Nunca decorar um discurso porque se nos esquecemos, podemos perder a noção e não conseguir retomar.

- Nunca descurar as defesas

- Quando não se sabe, respondemos que não se sabe para não cair no ridículo

- Atacar com firmeza, protegendo a retaguarda

"A confirmarem-se os rumores que correm", "a confirmarem-se os rumores", "até prova em contrário"

- Nunca atacar com maldade, dosear a agressividade: quando somos atacados reagimos com indignação e deixamos o agressor envergonhado; nunca fazer ataques pessoais


- Usar a ironia quando queremos atacar

- Nunca aceitar sermos descriminados sem reagir

- O sangue frio valoriza a reacção e impede o disparate

Dr. Luís Marques Mendes - A qualidade da democracia

Tivemos o prazer de jantar com o Dr. Luís Marques Mendes, uma presença assídua na Universidade de Verão em edições anteriores, e que iniciou a tradição partidária de marcar o encerramento da UV com a reentré política do Partido Social Democrata, colocando a iniciativa no prime-time nacional.



Foram enumerados os cinco pecados capitais da democracia portuguesa, que dificultam a ligação dos cidadãos à política e que, apesar de não comprometerem a democracia propriamente dita, hipotecam a credibilidade das instituições da Administração Pública e das estruturas partidárias.

– Temos um Estado demasiado grande e gastador caracterizado por uma densa burocracia e ineficácia que faz com que os impostos para pagar esta máquina sejam demasiado elevados para aquilo que o Estado dá em troca. O Estado tem de apertar o cinto tal como osportugueses.

A RTP custa aos cidadãos 1 milhão de euros por dia.
Portugal deixou de ter uma política de impostos atractiva.


– Falta de ética na política

Falta de clareza, de transparência, dificulta a intervenção de todos os cidadão e o enriquecimento da democracia.


- Não nos podemos cingir ao investimento público. É importante em determinadas circunstâncias, mas quando o Estado investe gasta dinheiro. Pode-se e deve-se promover as exportações porque exportar é ganhar dinheiro.


- Falta de liberdade de escolha na educação
Apenas os mais ricos podem escolher as escolas, optando por colégios privados. As pessoas devem poder escolher as escolas que mais se adapta m à sua situação e aquelas que, pelo trabalho que desenvolvem, são mais prestigiadas.


- A importância da justiça
É um pilar fundamental na credibilidade de um Estado e actualmente o tempo que demora uma pessoa num processo jurídico depende do seu grau de riqueza e a capacidade de contratar as pessoas certas.


- Sistema eleitoral
Existe falta de representatividade nos círculos eleitorais, demasiado grande e cujos deputados não são escolhidos como representantes das suas terras. Tem de se olhar para as eleições legislativas como uma eleição dos representantes do nosso círculo e não como uma escolha de Primeiro-ministro. Falta ligação das pessoas aos deputados nem dos deputados às suas funções.


“A política com rosto é o futuro”
É necessária uma reforma, “é necessário cortar a direito, custe o que custar, doa a quem doer”. “O poder por poder não serve para nada”. “As convicções são o sal e a pimenta da vida política” e por isso a politica deve ser feita com o coração e para as pessoas.


- “Não temos uma juventude rasca, temos uma juventude à rasca”

Porque precisamos de uma nova política económica?

Nós temos problemas parecidos com outros países. No entanto, estes têm as suas particularidades o que resulta num problema extremamente complexo, assim como importante, no que diz respeito às soluções económicas a adoptar

Questiona-se se com uma crise conjuntural conjugada com a crise vivida em Portugal, alguma vez conseguiremos invertê-la, o que dá a dimensão ao problema.

Com a actual política económica não é possível orientar o desenvolvimento português.

A margem de manobra que um futuro Governo terá será muito curta. Não podemos, de forma alguma, avançar com promessas, temos de ser prudentes.

Problemas

Défice externo – Temos de pagar ao estrangeiro mais do que aquilo que recebemos. Podemos entrar numa situação de ruptura porque há a hipótese de deixar de conseguir pagar aquilo que importamos. Hoje em dia, graças ao euro, o problema cambial deixa de existir, mas continuamos a ter de pagar aquilo que compramos. Resume-se, basicamente, àquilo que o país gasta a mais. A maior redução do défice deu-se entre 2002 e 2004.

Défice Público – Aquilo que o país gasta a mais

Divida Pública

Dívida externa – a maioria do dinheiro que vem do estrangeiro é adquirido através de crédito pedido pelos bancos portugueses ao estrangeiro, o que permite ao país continuar a gastar mais do que vende.

Competitividade - As pequenas e médias empresas são pressionadas a manter o nível das famílias elevado e a pagar ao Estado. Não conseguem ser competitivas quando o estrangeiro, por fazer o contrário, põe os produtos no mercado mais barato. É mais barato comprar no estrangeiro, ou seja, importar. As grandes empresas de sucesso, como não têm margem de manobra para investir em Portugal, investem no estrangeiro. Há, pois, a necessidade de se descer a carga fiscal sobre o custo das pequenas e médias empresas.

As grandes empresas que sobrevivem são altamente reguladas pelo Estado, constituem o sector não transaccionáveis, que não sofrem com a concorrências das empresas estrangeiras. O outro mercado é o das empresas, a maioria das pequenas e médias empresas que por não serem protegidas estão vulneráveis ao sector transaccionáveis. Ao ajudarmos o primeiro sector, estamos a prejudicar o segundo sector. É uma política económica discriminatória.


Quando entrámos no euro, o dinheiro passou a circular e quando um país tem capital a mais é-lhe facilitado o investimento noutro país, sem problemas cambiais. O capital deve ser aplicado onde há oportunidade de maior produtividade e os países deficitários devem receber dinheiro para se poderem desenvolver. No entanto, a entrada de capital deve ser bem utilizada e utilizada para desenvolver o país.

Quando entrámos no euro, pudemos continuar a endividarmo-nos com o crédito estrangeiro porque se houvessem problemas cambiais, esta situação já tinha parado, entrávamos em ruptura, como já aconteceu anteriormente. Então, porque é que nos continuam a emprestar o dinheiro?

- Pagamos juros muito elevados
- Temos a credibilidade da zona euro
- Todos nós damos o colateral, a garantia através de património

Quando não pudermos pagar, os estrangeiros ficam-nos com os terrenos, os bens imobiliários e gradualmente perdemos o controlo dos nossos activos e ficamos nas mãos dos credores. Está por isso em causa a independência e a soberania economia do nosso país.

O défice externos e a divida publica estão muito grandes. Temos de vender mais aos estrangeiros do que compramos para podermos passar de défice para super-activos.

PIB
– todos os bens produzidos pelos países mais a diferença entre as exportações e as importações. Sempre que um país importa mais do que exporta é porque gasta mais do que produz, gasta de mais em tudo e é por isso que o défice é muito elevado. O PIB está muito abaixo do que aquilo que poderia estar. Os desempregados não podem produzir, o ambiente não é favorável à produção individual e por isso, quando os portugueses vão para o estrangeiro e têm um ambiente propicio, produzem como os outros.

Para invertemos isto cortamos na despesa. Mas como?

- Racionalizando os nossos recursos
- Aumentando a produtividade e a competitividade das pequenas e médias empresas
- Exportando produtos e serviços com maior valor acrescentado

Os grandes investimentos têm um impacto marginal ou tornam um país ainda menos produtivo.

A poupança diminuiu muito com a adesão de Portugal ao euro e com a descida dos juros que fez com que as pessoas gastassem. A poupança deve ser incentivada como um complemento, por exemplo à reforma do Estado. Em Portugal cortou-se com os certificados de aforro.

A educação é fundamental para a economia do conhecimento, mas a maioria do conhecimento do capital humano é adquirido nas empresas, em boas empresas que permitem um bom ambiente.

Somos o 3º país mais desigual do Mundo, estando atrás de nós a Turquia e o México.

Dia 2 - Universidade de Verão 2009

A primeira aula da manhã do dia 25 foi dada pelo Dr. Miguel Monjardino com a temática "Tensões, conflitos e riscos no Mundo" que, surpreendentemente, teve início com uma música dos R.E.M ("It’s the end of the world as we know it") e com uma troca de reflexões pessoais sobre a mudança e as nossas aspirações para o futuro. Foi uma aula bastante interactiva e constantemente participada, longe da maioria das aulas académicas a que estamos habituados.

O que nos preocupa?

As pessoas que não se preocupam com o Mundo, que vivem sem ter em conta o próximo, sem racionalizar os seus bens, sem ter em conta as novas gerações.

Pobreza nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos, medo da mudança, egoísmo, falta de visão global, perda do sonho, conflitos sociais, recursos naturais, falta de solidariedade, falta de combate a pobreza, instabilidade.Estamos optimistas ou pessimistas?

A maioria respondeu que estava optimista e 27 pessoas responderam que estavam pessimistas em relação ao futuro e à evolução das nossas preocupações.

"It’s the end of the world as we know it" – análise da letra da musica dos REM

"Eu sei que a mudança vem aí e não tenho medo, aceito-a." Trata-se da interpretação da mudança pelas novas gerações.
Os jovens são naturais agentes da mudança e nosso papel será mostrar que a mudança está a acontecer.

A Europa tem algo de especial e é por isso que as pessoas vêm ter connosco. Mostramos a insegurança e temos medo do Mundo, apesar de vivermos na Europa e vivermos bem, e isso deve-se sobretudo a não sabermos o que está acontecer. Temos, no fundo, medo de ter menos do que tivemos no passado. Irmos por aí é, no entanto, um risco, por exemplo para Portugal, porque teremos ainda mais dificuldades em trabalhar e viver em países com atitudes proteccionistas, consequência desse tipo de pensamento. Sermos um agente de mudança implica apostar num Portugal aberto ao mundo, o que implica uma população mais educada e criação de riqueza com elevado valor acrescentado.

A mudança da mudança

Antes, a mudança vinha de cima, dos líderes carismáticos e protectores, mas na nossa geração a mudança vem precisamente do sentido contrário, das bases. Criam-se contradições e pressões sobre as lideranças políticas. Temos, por isso, de gerir muito bem as nossas expectativas.

Em Portugal estamos sempre à espera que o Estado faça tudo por nós, enquanto nos EUA, essas expectativas não existem. Temos de libertar o Estado das nossas exigências mais supérfluas e das nossas frustrações.

“Ser ou fazer”

Temos de guiar a nossa direcção. Temos de ser fiéis a nós mesmos e aos nossos amigos ou adoptar uma posição mais agressiva, desprender-se desses valores e subir na vida. Ao optarmos pela primeira, optamos por um caminho mais incerto, mas mais sincero, que levará à mudança ,mas que não dá garantias de mudarmos para melhor.

A mudança, ao partir de baixo, podemos convencer os políticos que temos de apostar na mudança, seja ela mais ou menos positiva e dar confiança social a esses políticos.

Recursos

36% da população na China vive com menos de 1€ por dia. É aproximadamente o mesmo número de pessoas que vive na EU.

Não vamos convencer estas pessoas a continuar pobres, pois estas têm o direito de consumir mais e nós temos o deverd de nos sacrificarmos por elas.

Nuclear

Existem países que, quando tiverem capacidade para produzir energia nuclear, passarão inevitavelmente para a produção de armamento, como o caso do Irão. Não temos, porém, legitimidade para dizer que um país pode, ou não, ter armamento, mas se tiver, isso irá influênciar a estabilidade mundial

Frases do Dr. Miguel Monjardino

“O que era considerado impensável, aconteceu”

“Acho que as pessoas, os nossos líderes não sabem o que está a acontecer. As pessoas que nos deviam explicar o que está a acontecer o também não sabem o que está acontecer. (…) não sabem explicar à vossa geração."

"Tenho dúvidas que uma pessoa só saiba levar-nos ao futuro porque ninguém sabem muito bem o que está a acontecer. Nenhum dos líderes trabalho num sistema tão dinâmico e em constante mudança por isso devem ser os jovens a fazer esta mudança"

"A maior parte de vocês aposta que haverá guerras por causa dos recursos.Tenho dúvidas de que venha a haver guerras por recursos"

"Nenhum político pode prometer que vai criar emprego. Pode sim dar-vos condições para criar emprego. Não se pode criar emprego, pode-se sim criar empresas"

"Somos uma sociedade muito pantanosa e muito reaccionária. (...) Temos de ser uma sociedade que aceite o sucesso"

"Temos de pedir aos governos que crie condições para podermos ser nós a fazer"

"A anedota dos caranguejos - dois pescadores perguntavam-se que caranguejo usavam: um usava caranguejo americano e tinha a tampa do balde fechada porque eles são muito irrequietos e tentam fugir; o outro usava português e tinha o balde aberto...... ao primeiro que tente fugir, os outros puxam-no para baixo"